HBV – TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIVIRAIS
1.INDICAÇÃO:
Diagnóstico precoce de resistência às drogas em
casos de pacientes que não respondem ao tratamento com lamivudina
ou fanciclovir decorrente de mutações na DNA polimerase;
ocorre geralmente nas terapias prolongadas.
Método auxiliar na avaliação do tratamento de pacientes
portadores de HBV.
• Principais mutações do HBV detectadas pela técnica:
L528M-reduz em 18 vezes a sensibilidade à lamivudina e 3 vezes
ao fanciclovir.
M552V-reduz em 150 a 300 vezes a sensibilidade à lamivudina.
M552I- reduz de 10000 vezes a sensibilidade à lamivudina.
Todas estas mutações são no gene da DNA polimerase
viral.
2.AMOSTRA:
1,0 mL de SORO em tubo estéril e congelar imediatamente após
obtenção.
3.TRANSPORTE DA AMOSTRA:
Enviar a amostra congelada, em gelo seco. A amostra pode permanecer
por 6 horas à temperatura ambiente, por 3 dias entre 2 a 8 ºC
após a remoção das células ou congelada
durante 4 meses. A amostra pode ser rejeitada nas seguintes condições:
amostra não congelada,amostra que tenha sofrido congelamento
e descongelamento e amostra heparinizada.
4.PREPARO DO PACIENTE:
Nenhum.
5.MÉTODO:
Reação em cadeia pela polimerase. (PCR), seguida de análise
por enzima de restrição
Limitações do método:
Para realização do teste é necessário uma
viremia =1000 cópias/mL de soro.
5.VALOR DE REFERÊNCIA:
Negativo: DNA de HBV não detectado por PCR.
Positivo: DNA do HBV detectado por PCR
OBS: A exemplo dos demais exames laboratoriais, o resultado
deve ser interpretado em conjunto com os dados clínicos e outros
exames.
IMPORTANTE: SÓ SE REALIZA ESTE EXAME APÓS UM PCR QUANTITATIVO
6.OBSERVAÇÃO SOBRE EXAMES DE HEPATITE
B
• Os exames de HBV e HCV podem ser realizados por PCR “in
house,” ou com o “kit” Amplicor da Roche. A outra
técnica utilizada é o “branched” DNA (bDNA).
Ambas as técnicas são confiaveis, entretanto, o acompanhamento
deve ser feito através da mesma técnica utilizada nas
etapas anteriores.
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