VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO (HPV)
GENOTIPAGEM
1. INDICAÇÃO:
A identificação do(s) tipo(s) de HPV presente(s) na amostra
do paciente é de fundamental importância para auxiliar
o médico na conduta terapêutica a ser seguida.
Pesquisas científicas têm relatado a associação
entre a presença de subtipos oncogênicos do vírus
do Papiloma humano (HPV) e neoplasias genitais, salientando-se o carcinoma
de colo uterino (que é o segundo tipo de câncer que acomete
as mulheres em todo mundo) e, em menor escala, a neoplasia da uretra
feminina e neoplasia do pênis.
Estão descritos mais de cem subtipos de HPV que estão
divididos em tres grupos: os de baixo risco que, geralmente, provocam
apenas uma infecção transitória; os de médio
risco que, com frequência, estão associados a lesões
malignas e os de alto risco ou seja, de alto potencial oncogênico.
É importante salientar que, mesmo os subtipos de alto risco podem
provocar apenas uma infecção transitória, sem causar
maiores danos ao portador, assim como os de baixo risco podem, ocasionalmente,
provocar transformações celulares. É fundamental
pesquisar a existência deste vírus no parceiro sexual de
pessoa portadora de HPV.
O HPV pode ser transmitido da mãe para o feto, podendo estar
associado a aborto e má-formação congênita.
2. AMOSTRA:
Homens:
- Raspado de glande ou raspado uretral. Evitar material com sangue ou
muco. Não há necessidade de líquido conservante.
- Tecido obtido por biópsia recente ou ressecção
cirúrgica. Neste caso o material deve ser mantido refrigerado,
em tubo estéril sem líquido conservante, devendo ser entregue
ao laboratório no prazo máximo de 24 horas.
- Material fixado em lâmina ou bloco de parafina embora, esta
última não seja o material de preferência pois o
método de fixação pode levar ao aparecimento de
contaminantes que prejudicam a técnica.
Mulheres:
- "Swab," escovado ou esfregaço endo e ecto- cervical,
vulvar, vaginal ou uretral. Não há necessidade de líquido
conservante. Evitar material com sangue ou muco. A amostra deve ser
retirada antes da aplicação do iodo e ácido acético
durante o exame colposcópico.
- Biópsia fresca das áreas lesadas ou ressecção
cirúrgica recente mantida refrigerada, colocada em tubo estéril
sem adição de conservantes, devendo ser entregue ao laboratório
no prazo máximo de 24 horas.
- Material fixado em lâmina (mínimo de oito lâminas)
ou bloco de parafina embora esta última não seja o material
de preferência pois o método de fixação pode
levar ao aparecimento de contaminantes que prejudicam a técnica.
Homens / Mulheres:
-Raspado da região perianal, cavidade oral ou qualquer área
suspeita de lesão (especificada pelo médico solicitante)
de mucosa ou pele.Não há necessidade de líquido
conservante.
Como solicitar: Pesquisa e genotipagem de HPV por PCR
3. TRANSPORTE DA AMOSTRA:
"Swab," escovado ou esfregaço: estável à
temperatura ambiente por 24 horas;
Biópsia ou material cirúrgico: amostra refrigerada por
um período máximo de 24 horas.
OBS: Jamais congelar qualquer material. O laboratório
não se responsabiliza quanto a resultados obtidos a partir de
amostras indevidamente coletadas ou transportadas, reservando-se o direito
de, dependendo do caso, rejeitar a amostra.
4.PREPARO DO PACIENTE:
Mulheres:
Não estar menstruada.
Não usar qualquer medicamento local, ducha ou lavagem interna
48 horas antes da coleta.
Evitar assepsia prévia e ultrassom transvaginal 48 horas antes
da coleta.
É aconselhável abstinência sexual 48 horas antes
do exame.
Homens/mulheres:
No caso de coleta de material uretral, não urinar durante, pelo
menos, 2 horas antes.
OBS: A presença de sangue na amostra, desde que não
seja menstrual, não altera o exame embora deva ser evitada ao
máximo para melhor facilidade do mesmo.
Não há necessidade de jejum.
5.MÉTODO:
Reação em cadeia pela polimerase (PCR) seguida de análise
por enzimas de restrição. Os fragmentos obtidos são
comparados para identificação do subtipo viral.
Vantagens do método:
Além de identificar a presença do HPV, identifica o seu
subtipo o que nos permite classificar seu grau de risco.
O método apresenta vantagens em relação aos demais
testes disponíveis:
a) enquanto nestes últimos o poder de detecção
é de no máximo uma partícula viral em cada 10 células
normais, a PCR é capaz de detectar 1 partícula viral em
cada 1000 células.
b) o exame por PCR, acompanhado de análise de restrição,
pode diagnosticar subtipos de vírus ainda não incluídos
nos "kits" comerciais. A prevalência de novos subtipos
com potencial oncogênico parece ser maior que previamente assumido.
Por outro lado, os subtipos variam de acordo com a distribuição
geográfica.
c) a técnica permite, também, verificar
infecções por múltiplos subtipos e avaliar o risco
oncogênico da população viral infectante. A presença
de um único subtipo oncogênico exige acompanhamento médico
em intervalos menores.
6.VALOR DE REFERÊNCIA:
Negativo para HPV de risco alto/intermediário
Negativo para HPV de baixo risco
Positivo para HPV de risco alto/intermediário
Positivo para HPV de baixo risco
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